Associação Ministerial

União Central Brasileira

Quão complexo é o trabalho de um pastor?

O grau de dificuldade de uma tarefa, de uma função, de um modo de produção, etc, é o fator decisivo para se definir qual o salário a ser pago aos profissionais responsáveis pela execução ou pelo gerenciamento destes deveres.

Não é de se admirar o quanto o mercado paga a profissionais que lidam com a segurança de um chefe de governo ou de estado, ou pela segurança de uma embaixada sediada, por exemplo, em regiões de conflito. Quanto se paga às equipes responsáveis pela segurança dos bancos de dados de uma instituição financeira?

Como é remunerado um experiente e hábil neurocirurgião, considerando-se o alto grau de dificuldade técnica de seus procedimentos?
Agora, paro e penso: e quanto ao grau de complexidade do trabalho de um pastor? Edward R. Dayton e Ted Engstrom escreveram o livro “Strategy for Leadership” (1979- F.H. Revell Co.), livro em que eles chegam a mensurar o grau de dificuldade da administração de uma igreja.
Não, não quero maximizar a complexidade de administração de uma igreja em função do auxílio manutenção dado a um pastor; quero entrar noutra linha mais importante de consideração.

Para Dayton e Ergstrom, quanto maior a organização (em número de pessoas), maior sua complexidade por conta das complexas relações humanas envolvidas. Cada vez que um único indivíduo é agregado o número de possíveis relações aumenta dramaticamente.

A complexa equação dos citados autores é a seguinte: as possíveis relações (R) entre um dado número de pessoas (N) é calculada na fórmula [(N2-N)/ 2=R], o que dá a uma igreja de 250 membros o quase astronômico número de 31.125 possíveis relações! Intrigante.

Como nós, pastores, nos posicionamos diante de tamanho grau de complexidade? Não seria assustador ter que enfrentar quase uma “loteria” de possíveis relações complexas dentro de apenas uma de suas igrejas?
Teoremas e cálculos à parte, nosso Deus nos concedeu “a fórmula” que extrai a divina simplicidade da numérica complexidade: Em João 17.11 Jesus diz “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti.

Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.”
Para o Supremo Pastor, não importando os crescentes e abençoados números que são parte da inevitável profecia de crescimento desta igreja, ser “um” em Jesus é a grande fórmula que equaciona finalmente nossa vida como pastores de uma igreja militante que caminha cada vez mais para ser uma em Jesus Cristo.

Dê-nos Deus a graça de sermos um em Cristo; afinal, é só assim que o mundo haverá de crer que Jesus veio da parte do Pai: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. João 17.21.